Brasil Abrasado.

FOTO: MARCELO SAYÃO / EL PAÍS

Não é de hoje que o brasil tem seu olho voltado ao que dá lucro monetário e não se importado com o que é intangível, não querendo enxergar o verdadeiro valor de ações, preservações, pesquisas científicas. Sucateando equipamentos culturais, centros de pesquisa e fundações.

O que aconteceu com o Museu Nacional é, logicamente, um descaso do governo que a algum tempo não repassava a verba integral que era destinada para manter o local em funcionamento, descaso também para com os bombeiros que nem ao menos tinham água para realizar seu trabalho. O Rio assim como (talvez) o Brasil todo, não está preparado para um incêndio de grandes proporções como houve no Museu Nacional. Você sabia que, em 1997, o Museu Municipal Agostinho Martha também incendiou e parte do acervo foi destruído, se perdendo um pouco da história de Gravataí?

O Museu Municipal Agostinho Martha fica na rua Nossa Senhora dos Anjos, nº 541, centro, atrás do colégio Dom Feliciano. Atendimento é de segunda a sexta das 9h às 17h, agendamento de visitas pode ser feito através do fone: 3600.7890, ou pelo e-mail smcel.museu@gravatai.rs.gov.br.

É muito fácil, para todos nós, falar de um governo que está enxergando a cultura brasileira como um “gasto” para os cofres públicos – o que de fato acontece -, sendo que muitos de nós não nos preocupamos em visitar os museus, prestigiar os espetáculos de artistas locais, assistir filmes nacionais, participar dos eventos culturais da cidade. Infelizmente, há também aqueles que não tem o hábito de assistir o trabalho de seus próprios amigos artistas e também os artistas que não prestigiam o trabalho de outros artistas…

É também muito fácil para o governo dizer que priorizam a saúde, educação e segurança, sendo que não é bem isso que vemos. Seus salários também são priorizados. Enquanto isso, nossa cidade só perde, pois criatividade é o que não falta em nossas produções culturais e artísticas. Não é a toa que Gravataí é sede de grandes festivais como o Festival de Folclore realizado a cada dois anos, como o Festival de Teatro Estudantil e o Festival Estadual de Teatro entre muitos outros eventos que já existiram e talvez não aconteçam mais, além de promover a cultura, projeta o nome da cidade e até mesmo gera novos empregos diretos e indiretos, sendo bom também para o Turismo e para a Economia da cidade.

É nosso dever cuidar de nossa cultura. Mas como cuidar?

  1. Seja curioso! procure saber da programação cultural da cidade;
  2. Seja Participativo! Prestigie as atividades culturais, todas possível;
  3. Seja um difusor! Divulgue a cultura;
  4. Crie conexões! Junte-se a outros artistas e coletivos culturais e crie eventos colaborativos para divulgar sua arte e disseminar cultura;
  5. Seja ARTivista! Lute pela Cultura da Cidade.
  6. Seja Inteligente! VOTE Certo, pesquise seu candidato e veja suas principais propostas para a cultura, também para saúde, educação e segurança claro, verifique o que ele(a) já fez pela cidade/estado/país.

Se não abraçarmos nossa cultura agora, amanhã pode ser “incendiado outros museus”. Se não há um forte acompanhamento de nós cidadãos junto ao Governo cobrando para que as coisas acontecem, a cultura só perde e um povo sem cultura é um povo sem memória, sem sentimento, sem história.

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