#Entrevista, Conhecendo os Artistas da Cidade

Conheça Sheila Gomes

#Entrevista

Neste mês, Sheila Gomes ministrará duas oficinas culturais no SESC Gravataí, de 12 a 14 de Janeiro às 18h, a oficina será um Intensivo de Teatro para iniciantes, e de 19 a 21 de Janeiro também às 18h o  Workshop “Teatro: Um Caminho para o Autoconhecimento”, onde utiliza o teatro como ferramenta para autoconhecimento. As inscrições ainda estão abertas, com vagas limitadas, e podem ser feitas pelo e-mail slsilva@sesc-rs.com.br, informando o nome, idade e telefone. Aguarde a confirmação.

Confira a entrevista com a Sheila Gomes. Arte-educadora, atriz, encenadora, Professora de Teatro Licenciada pela URFGS, Pós Graduada em Educação Transpessoal e produtora cultural do município.

GC – Conte para nós, qual sua história, como tudo começou?

SG – Eu fui uma destas crianças inventivas, criativas, que adorava um mundo da imaginação, desde cedo fazia meus irmãos encenarem os clássicos infantis. Sempre gostei de ler e do munda da imaginação. Assim fui crescendo em meio a fadas, bruxas, reis e rainhas. Tive a sorte de ter uma grande professora de português no ensino fundamental Jane Mari de Souza, que incentivava muito a leitura e foi pra ela que demonstrei o desejo de fazer teatro. Essa mesma professora foi quem levou a turma toda para assistir a primeira peça de teatro de nossas vidas. Espetáculo ” Brinquei de médico, deu no que deu da Cia Crackety, esse fato marcou para sempre minha vida, pois um dos atores promove em nossa escola uma oficina de teatro a primeira de minha vida. E de lá para cá a minha busca foi incessante e incansável. Toda minha vida e carreira foi dedicada a ser arte educadora e atriz. Trabalhei com grandes nomes da nossa região como a própria diretora da Cia Crakety Rosane Celistre, Rosane Castro, Paulo Adriane, Flávio de Ávila, Leonardo Bizarro e realizei o sonho de trabalhar durante quatro anos como grande diretor Porto Alegrense Julio Conte- Diretor de Bailei na Curva e muitos outros sucessos.

GC – Como foi seu ingresso no curso de Licenciatura em Teatro na URFGS?

SG – Este foi um dos grandes desafios da minha vida. Desde que soube da existência do curso de teatro não havia outra intenção para mim, apenas passar na URFGS, não foi nada fácil fiz vestibular 03 vezes e passei na quarta tentativa, isso equivale a quatro anos de dedicação a estudar sozinha e em casa, pois como na época os cursinhos eram muitíssimos caros e minha família não tinha condições de ajudar financeiramente. Assim em 2004 após três anos tentando, consegui participar de um cursinho popular gratuito e com apoio de algumas amigas que permanecem na minha vida até hoje, estudamos juntas e conseguimos cada uma entrar no seu curso escolhido. Foi um sonho ver meu nome no listão e estar naquele lugar que sempre foi um sonho. Toda a jornada dentro da UFRGS foi muito desafiadora mas executada com toda minha dedicação e empenho e com muito amor.

GC – Fale sobre sua Pós Graduação em Educação Traspessoal:

SG – Conheci a Unipaz Sul através de uma grande e atual amiga no tempo que ministrava aulas de arte e educação no SESI de Esteio. Iniciei essa pós com intuito do autoconhecimento, mas ao longo dela percebi que tinha muito a contribuir com a prática da arte terapia e do fazer teatral. Assim desenvolvi um trabalho de pesquisa sobre a Educação transpessoal, teoria essa que fala de uma educação que passa pelo afeto, pelo amor, o que é exatamente o que procuro propor nas minhas oficinas e Workshop, um momento onde a arte transpõe o ego e a simples busca de um reconhecimento da plateia, e sim uma momento transpessoal, que vai além de eu, passa pelo outro e pelo nós. Assim podemos pensar uma arte que venha a convidar a experiência vivencial.

GC – Quais espetáculos que você participou que marcaram sua vida?

SG – Tenho hoje 16 anos de carreira como atriz, realizei alguns sonhos, e fiz muitos espetáculos. Mas hoje dou destaque a momentos especiais de minha jornada, como a participação a 04 anos da Paixão de Cristo de Gravataí, como um momento especial onde as pessoas se emocionam, sofrem uma catarse ao assistir a encenação de momento históricos e muito vinculados a emoção das pessoas. Outro espetáculo que me orgulho de ter sido parte foi a Idade da Pedra de Flávio de Ávila, que não foi para os grandes teatros, mas tocou muitos jovens e adolescentes abordando com muita emoção do tema do Crack , drogas e relações familiares. Mas artística e esteticamente tenho grande orgulho de ter feito parte da Cia Cômica de teatro de Porto Alegre, onde participei de obras como Larissa não mora mais aqui, que lotou muitas plateias em anos de circulação e que reunia mais de 20 atores em cena, dirigida com maestria pelo grande Julio Conte. Ainda na Cômica participei de obras como “Vendetta Corsa”, “Enquanto Agonizo”, “Pílula de Vatapá” e “Essa Noite se improvisa Nelson Rodrigues”, enfim é difícil escolher uma obra.

GC – Voltaria a atuar em algum deles novamente?

SG – Hoje eu brinco que sou uma atriz aposentada, meu último trabalho nos palcos foi em 2014. Mas acho que é um tempo que estou me dedicando a ouras coisas que sei fazer bem. Mas sim, com certeza, tudo que fiz foi com coração e com forte desejo de levar reflexão às pessoas, seja pelo texto, pela estética, pelo sentimento. Eu amo estar no palco!

GC – Ganhou Prêmios? Quais? 

SG – Participei de festivais em Gravataí, Festival de Esquetes, Festival de Teatro, mas ganhei apenas um prêmio no inicio de minha carreira, de melhor atriz coadjuvante com a direção de Leonardo Bizarro com o texto “A Cantora Careca”.

GC – Qual sua realização em sua profissão?

SG – Trabalhar com arte, com sensibilidade, com sentimentos e emoções. No palco, na sala de aula, nos bastidores, enfim estar no meio artístico como arte-educadora, atriz, produtora, figurinista. Enfim estar proporcionando momentos do Sentir às pessoas.

GC – E sobre as oficinas que serão ministradas:

SG – Trabalho com oficinas a muitos anos, já transitei entre educação infantil e adultos. Busco hoje oferecer um momento de trocas entre as pessoas, um daqueles momentos inesquecíveis, mesmo no intensivo para iniciantes a proposta é convidar os participantes a conhecer e se apaixonar pela arte, pelo teatro. No Workshop Teatro: Um Caminho para o autoconhecimento, é trazer as técnicas transpessoais aliadas ao teatro para uma jornada para dentro de si. Um momento de paixão por si e pelo mundo que nos rodeia.

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